Como a mudança de hábitos e a alimentação podem tornar o tratamento mais
eficiente e melhorar a qualidade de vida.
O
hipotireoidismo é uma doença que vem acometendo cada vez mais pessoas no Brasil
e no mundo. O ganho de peso ou cansaço extremo podem estar associados à
disfunção da glândula da tireoide que deixa diminui à produção de hormônios
responsáveis pelo metabolismo do corpo. Se não tratada a disfunção pode
acarretar problemas maiores.
Em nosso
corpo a glândula tireoide, um órgão do sistema endócrino responsável pela
produção dos hormônios T3(triiodotironina) e T4 (tiroxina ou tetraiodotironina)
que controlam o metabolismo. OTSH é produzido no cérebro pela glândula hipófise
que fica no meio do cérebro e estimula a tireoide na produção destes dois hormônios.
O
hipotireoidismo é a disfunção da glândula, diminuindo a produção dos hormônios
T3 e T4.
Sintomas
Devido à
baixa produção dos hormônios que atuam no metabolismo, o paciente com
hipotireoidismo pode apresentar sintomas como:
·
Cansaço
·
Dificuldade
de perda de peso
·
Cabelos
e unhas fracos e quebradiços
·
Sonolência
·
Diminuição
da libido
·
Raciocínio lento.
·
Depressão
·
Sensibilidade
ao frio
Causas
O
hipotireoidismo pode ser desencadeado por vários fatores, entre eles:
·
Deficiência
de iodo: o iodo é um mineral importante para o bom funcionamento dos hormônios.
Podemos encontrar grandes quantidade de iodo em peixes e frutos do mar. No
Brasil essa causa é menos comum pois o sal de cozinha é iodado.
·
Radioterapia:
pacientes com câncer tratados por radioterapia costumam ter entre os efeitos
colaterais a disfunção da tireoide
·
Cirurgia
na tireoide: a remoção de parte da glândula pode ocasionar em um mal
funcionamento prejudicando a produção de hormônios.
·
Congênito:
ocorre quando a glândula do bebê não é capaz de produzir os hormônios
tireoidianos, que têm um papel importante na maturação e desenvolvimento do sistema
nervoso central.
Qualquer pessoa em
qualquer pode desenvolver hipotireoidismo mas há mais risco para as mulheres,
acima de 60 anos, mulheres grávidas, pessoas portadoras ou com histórico
familiar de doenças autoimune.
Diagnóstico
O paciente pode ser
diagnosticado através do exame de sangue, onde são avaliados os níveis dos
hormônios T3, T4 e TSH. Quando os hormônios T3 e T4 estão baixos, os níveis de
TSH se elevam para estimular os hormônios.
Tratamento
O tratamento é feito com a
reposição do hormônio sintético, a Levotiroxina de uso diário pela manhã em
jejum com a dosagem indicada pelo médico.
A alimentação saudável é um fator importante
pois reduz os sintomas além de auxiliar na perda de peso. Separamos um checklist
dos alimentos para incluir na dieta e ajudar a glândula a funcionar melhor:
ü
Termogênicos:
gengibre, pimenta, canela. Os termogênicos aceleram metabolismo e aumentam a
temperatura interna corporal auxiliando na queima de gordura.
ü
Consumir peixes e algas marinhas pois estes
contém uma alta concentração de iodo.
ü
Zinco:
importante mineral que atua na formação de enzimas que convertem o hormônio T4
em T3. É importante também para a imunidade, na cicatrização e prevenção de
doenças cardíacas. São fontes de zinco a carne bovina, peixes, camarão,
oleaginosas e grãos integrais.
ü
Selênio:
ele é fundamental para que o hormônio T4 seja convertido em T3 (o hormônio
ativo) além de atuar com ações anti-inflamatória. A castanha-do-pará é um
alimento riquíssimo em selênio, o consumo de duas castanhas ao dia é o
suficiente para suprir a quantidade diária necessária.
A prática de atividades
físicas é também essencial para o tratamento do hipotireoidismo, durante os
exercícios o nível de TSH é alterado devido à aceleração do metabolismo.
Exercícios de baixo impacto como caminhada e aeróbicos devem ser alternados com
exercícios de intensidade moderada alpém da musculação ao menos 2 vezes por
semana.
Embora o Hipotireoidismo não tenha
cura, é uma doença que, se tratada corretamente, pode-se levar uma vida
equilibrada e saudável.